Everaldo Leite

15/01/2014

OS SETE HÁBITOS DE UMA NAÇÃO QUE BUSCA O DESENVOLVIMENTO

Filed under: Uncategorized — Everaldo Leite @ 12:30 PM

AlvoLiberdade. Não há como um país se desenvolver sem ter a liberdade como valor incondicional. As amarras do intervencionismo e do protecionismo retiram dos empreendedores (dos verdadeiros) a impressão de certeza futura. As escolhas, portanto, acabam sendo prejudicadas e, provavelmente, sendo despachadas para um tempo além do horizonte da conjuntura atual e a nação fica desservida de novos e importantes investimentos privados, da criação de novos empregos e da geração de nova renda.

Educação. Países com nível educacional alto costumam ser bem sucedidos. É uma pré-condição para o desenvolvimento, mas não isoladamente. Cuba tem bom nível educacional e, por falta de liberdade, é um país deploravelmente subdesenvolvido. O importante é que o ensino básico encaminhe o estudante para o ensino profissional e que o superior produza melhores pessoas para atuarem em setores sofisticados da sociedade. Formar professores para formar professores é uma patetice viciosa. A educação, de fato, irá ajudar os indivíduos a fazer melhores escolhas sociais.

Civilidade. Diferente da educação formal, a civilidade atua no âmbito da moral individual. As preferências das pessoas, que também irão atuar sobre suas escolhas, advêm especialmente de uma condição moral, ou seja, dos valores que se acredita serem aqueles que originarão um bem ao invés de um mal para o indivíduo e para o grupo social. A civilidade é a materialização da boa conduta moral da sociedade e da preferência pelos melhores valores para a convivência. Com grandeza moral o país se desenvolve.

Cultura. O que se acredita ser cultura no Brasil é apenas expressão cultural. Um teatro, um cinema, um espetáculo musical, estes eventos não são cultura. Cultura é uma percepção correta da realidade como ela é, e não como o Estado, a publicidade, a novela ou a imprensa quer que se acredite que ela seja. Enquanto o nosso país perde tempo discutindo se será ou não permitida a publicação de bibliografias não autorizadas, países como os EUA, Inglaterra e França divulgam o lançamento de centenas de livros sobre um mesmo assunto, proporcionando uma pluralidade de visões sobre as questões importantes da vida. Isto é cultura, aprofundamento é cultura.

Estado mínimo. Não há como uma nação enriquecer e promover distribuição num curto prazo. A sublevação do setor privado em função de um governo hiperbólico não passa de uma troca direta de um futuro próspero por um presente pródigo. Ao contrário do que se diz, no longo prazo não estaremos todos mortos, mas talvez mais pobres, ou seja, menos desenvolvidos. O Estado mínimo não deve ser pensado como sendo um “modelo neoliberal desumano”, mas a melhor alternativa para o estímulo à criatividade e ao avanço do empreendedorismo. Lembremos que o “futuro” da Venezuela já chegou.

Sentimento de justiça. Contratos precisam ser honrados num país que almeja o desenvolvimento. Corruptos devem ser punidos de forma a igualar pobres e ricos frente à justiça. Sem esta prática os indivíduos não conseguem discernir o que é sério e o que não é nas instituições, evitando elaborar projetos de investimento ou preferindo “ganhar” condescendências por outros meios, ilícitos.

Respeito às instituições. As instituições são resultado de convenções entre os indivíduos que habitam uma nação, consequência do processo social e as referências a priori que temos nas esferas pública e privada.  A subversão das instituições é uma atitude contrária à sociedade e leva o país a permanecer travado durante muito tempo, gerando incertezas fortíssimas.

Enfim, estes sete hábitos, que nada tem a ver com os sete hábitos daquele guru da alto-ajuda, poderiam ser experimentados pelo Brasil, já que isto é somente uma questão de decisão da sociedade. Uma sociedade que decide ser menos livre, menos educada, menos civilizada, pode decidir também ser o contrário disto e colher frutos muito mais interessantes.

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