Everaldo Leite

11/01/2014

NOVAS TAXAS DE JUROS PARA FCO 2014: É HORA DE INVESTIR?

Filed under: Uncategorized — Everaldo Leite @ 5:07 PM

Com Leandro Reis Bernardes

Os juros do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste – FCO voltaram a sofrer elevações após uma significativa queda no final de 2012 e todo exercício de 2013, onde se operou com taxas entre 2,5% e 3,5% ao ano. Todavia, os novos encargos continuam sendo bastante vantajosos face aos juros de mercado e, notadamente, em relação às dificuldades de acesso a outras linhas subsidiadas de financiamento. A saber, para 2014 os encargos financeiros do FCO serão fixados de acordo com classificação de porte e modalidade de investimentos, conforme quadro a seguir:

FCO Empresarial 2014

Encargos financeiros (% a.a.)

Porte

B.K.

Demais

Capital de Giro

Faturamento até R$ 90milhões

5,30%

6,48%

10,59%

Faturamento acima de R$ 90milhões

7,06%

8,24%

12,36%

Independente das classificações de porte e modalidade de investimentos, em todos casos, os empresários poderão se beneficiar ainda com o bônus de adimplência de 15%, desde que a parcela da dívida seja paga até a data do respectivo vencimento.

A pergunta que muitos empresários fazem é se o momento é uma boa hora para investir. Não se deve deixar se seduzir apenas por taxas de juros atrativos, prazos e carências de médio e longo prazo. É preciso que os gestores identifiquem primeiramente junto aos seus respectivos negócios qual a oportunidade do investimento, ou seja, que carências, demandas reprimidas, inovações e / ou diferenciais competitivos serão potencialmente explorados em seus segmentos. Estes questionamentos e análises conseqüentemente os levarão a busca pelo crédito consciente, que é a premissa básica para quem busca um pleito de financiamento.

A economia brasileira não tem crescido de forma muito animadora, os custos de produção têm exercido alguma pressão nos lucros, o consumo se mostra menos vigoroso que nos anos anteriores, e, enfim, existe forte descontentamento nacional com a inflação. De fato, ao contrário do pessimismo defendido por alguns analistas, são especialmente nestes momentos de desaquecimento que empreendedores devem reforçar as estruturas dos seus negócios, reinventarem-se, identificar oportunidades de negócios, preparando-os para o novo ciclo de crescimento da economia, que cursa certamente muito além das expectativas de uma Copa do Mundo.

Ademais, na Região Centro-Oeste, notadamente no Estado de Goiás, o dinamismo da economia tem caminhado a passos largos em melhor direção. Em média, são constituídas anualmente 27 mil novas empresas goianas. O seu Produto Interno Bruto – PIB, ou seja, sua produção total de riquezas, praticamente dobrou em seis anos, passando de 57 bilhões de reais em 2006 para 112 bilhões em 2012. Seu PIB per capita, no mesmo período cresceu de R$ 9.956,30 para R$ 18.249,89, determinando um crescimento forte de sua renda, de seu consumo e de sua capacidade de modernização. Além disso, Goiás tem se apresentado ao restante do país como sendo uma renovada fronteira de desenvolvimento econômico e tecnológico.

Em boa hora, deve-se afirmar que as ameaças que pairavam sobre os incentivos fiscais foram adiadas, restabelecendo no Estado o ambiente de segurança jurídica anterior. Conforme as últimas informações, prevê-se o imediato aporte de novos grandes investimentos em 2014 que se encontravam suspensos em função das discussões acerca dos incentivos. Não é necessário afirmar que, com isto, uma série enorme de novas oportunidades irá motivar o setor empresarial. Ora, o FCO, historicamente, tem sido demandado fortemente em função destas oportunidades, gerando uma cadeia admirável de negócios sustentáveis no Estado de Goiás, tanto que nos últimos anos vem experimentando algumas dificuldades em assegurar recursos para todos os empresários que o buscam.

Finalmente, pode-se garantir que, não somente é hora de investir, mas é imprescindível que se retire das gavetas os projetos. Urgem as oportunidades e, devido à grande busca por recursos do FCO, é conveniente se antecipar aos concorrentes e apresentar suas propostas de investimentos.

Leandro Reis Bernardes é Consultor Especializado em Captação de Recursos Financeiros, Sócio Proprietário da Prátika Empresarial e Professor Universitário;

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1 Comentário »

  1. Dada a dificuldade que é conseguir o recurso, eu diria que isso desestimula muita gente a fazer. Estou há dez meses tentando retirar o meu e sempre existe um entrave..A semana passa fui informada que as taxas mudaram e que meu contrato será reajustado antes mesmo de assinar…
    O banco nao sabe dizer o prazo que leva pra alterar a clausula……dificil.

    Comentário por janaina — 04/04/2014 @ 12:02 PM | Responder


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